Uma Cápsula Por Ano #2017

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Não era suposto elaborar nenhuma retrospectiva do ano que passou. Mas pensei que seria interessante começar a deixar para a posterioridade uma cápsula por ano. Ao estilo, o que guardar num disco para enviar para o Espaço? O meu top 3 dos filmes, séries, livros e músicas de 2017, mas também dos meus melhores momentos.

Cápsula #Cinema

Não me lembro de quando fui ao cinema este ano. Usei muito a Netflix (graças ao mês grátis e sobretudo às contas dos outros), mas também pensei que não tinha visto assim tantos filmes, para além dos que pude assistir a céu aberto nas Mostras de Cinema ao Ar-livre de Tavira. As mostras são, desde há uns dois anos, um dos meus momentos preferidos das férias de Verão. E lembro-me perfeitamente dos quatro filmes que mais gostei de lá ver este ano: Paterson (2016), I, Daniel Blake (2016), The Eagle Huntress (2016) e Fúsi (2015).

Como me estou a propor a escolher um top 3, seleccionei então outros três filmes, bem mais comerciais, mas que saíram todos este ano e que gostei muito de ver. Sem qualquer ordem de preferência, Baby Driver sobre um jovem e talentoso condutor, especialista em fugas em assaltos, que me divertiu imenso; Logan, sobre o meu mutante preferido, que me fez chorar baba e ranho; e War for the Planet of the Apes, que na verdade seria simplesmente Planet of the Apes, porque este ano percorri a trilogia toda e mais não vale a pena dizer.

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Aproveito para recomendar outros três filmes de que gostei muito, também de 2017: Home Again, Kingsman: The Golden Circle e Seven Sisters. Ficaram-me a faltar ver uns quantos com os quais estou super curiosa: Battle of the Sexes, The Post e Life.

Cápsula #Séries

É verdade que vejo mais séries do que filmes, mas também é verdade que depois fica difícil de acompanhar. Depois comecei muitas séries que são recentes e é sempre aquela chatice de só terem uma temporada, duas no máximo, e não saber o que hei-de fazer depois de chegar ao último episódio. Ainda assim, é fácil escolher: Gotham, que dura de 2014 até hoje e eu só comecei a ver o ano passado e é absolutamente viciante; e duas deste ano, Stranger Things, que é basicamente a série do momento, e The Bold Type, que eu já expliquei porque é que gosto tanto.

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2017 também foi o ano de 13 Reasons Why, de The Gifted e, muito recentemente, de Salvation, que me viciou nos primeiros episódios, mas agora a chegar ao fim da primeira temporada está a deixar-me um pouco reticente.

Cápsula #Livros

Entre banda-desenhada e livros de divulgação científica, a selecção é complicada. Até porque ambas as colecções começam a crescer (já para não falar que este ano voltei ao FIBDA — Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora). Mas acho que vou ter de escolher Uma Breve História de Quase Tudo de Bill Bryson,  Ecos Invisíveis de Tony Sandoval e Grazia La Padula e Leia Isto se Quer Tirar Fotos Incríveis de Henry Carroll.

Cápsula #Música

Esta é fácil porque tenho a ajuda do Spotify. Ao que parece este ano, o meu top 5 de músicas mais escutadas inclui Beija-me Na Boca de Virgem Suta, Sou Imune Ao Teu Charme dos Anaquim, Corazón de Capitão Fausto, O Amor É Assim dos HMB e Porque Voltas De Que Lei de Cuca Roseta.

Cápsula #Momentos

2017 foi um ano muito bom. Passeei, aprendi e namorei muito. Fui ao Bloggers Camp pela primeira vez e saí de lá com duas mãos cheias de amor (a Evódia, do Afropolitana, e a Raquel, do Kéké, são dois exemplos perfeitos do tanto que trouxe para casa).  Adoptámos o Chico. E fiz três estágios: no Observador, no Pavilhão do Conhecimento e, por fim, no Público (e estar na secção de Ciência do Público durante três meses foi do melhor que me aconteceu no ano que passou!).

2018 não começou mal, muito pelo contrário. Entrei no novo ano junto de quem queria, rodeada de pessoas de quem gosto cada vez mais. Recebi uma proposta de trabalho que, embora não esteja relacionada com jornalismo de ciência, me permite continuar a escrever. E em Março, se tudo correr bem, entregarei o relatório de estágio do Público para conclusão do mestrado. Ainda este ano, estarei a deixar a residência de estudantes de vez e a ir viver para uma casa lá para Junho/Julho. É estranho isto de me sentir mais e mais e mais adulta. Deixa-me feliz, mas também cheia de medo, aterrorizada mesmo. Seja o que vier.