Bloggers Camp | 5 lições que aprendi em apenas 2 dias

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Durante o Bloggers Pitch, a Andreia Moita desafiou-nos a escrever sobre o que aprendemos no Bloggers Camp e com quem. A verdade é que esta é, provavelmente, a reflexão mais fácil de fazer sobre o fim de semana mais incrível deste ano. Embora as aprendizagens tenham sido mesmo muitas, tentei simplificar ao máximo e ao essencial.

Querer, crer e fazer é poder

A primeira lição é precisamente a capacidade que todos nós temos de fazer acontecer. Dá jeito ter talento ou recursos, mas a verdade é que só existem três ingredientes indispensáveis: vontade, fé e trabalho. Neste caso, as três cozinheiras são a Ana do Infinito Mais Um, a Catarina do Joan of July e a Catarina do Daydreams. O Bloggers Camp é o exemplo perfeito de uma ideia que se tornou realidade e que, tenho a certeza, será cada vez mais um sucesso.

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Catarina do Daydreams, Catarina do Joan of July e Ana do Infinito Mais Um | ph. Joana Sousa

Partilhar felicidade é multiplicá-la

Confesso que este mantra de ‘partilhar é multiplicar’ não é novo para mim. Desde miúda que adoro partilhar, objectos sim, mas sobretudo histórias e os sentimentos que transportam. Recomendo até que vejam Into the Wild e aprendam com a aventura (infelizmente trágica) de Christopher McCandless. De qualquer forma, e apesar disso, este mantra ganhou todo um outro sentido no fim de semana do BC, porque a verdade é que o que mais fizemos foi partilhar(-nos).

Às vezes é mais difícil, porque partilhar a nossa felicidade pode significar ter de partilhar as amarguras que a antecederam, como aconteceu com a Vânia, do Lolly Taste, que nos contou a sua história de superação e nos comoveu (tipo, me fez chorar baba e ranho, estão a ver?) com a força de Mulher que é e a vontade de todos os dias ser um pouco melhor (mais genuína, mais feliz, mais aberta ao bom da vida e às energias positivas dos outros, entenda-se); e com a Raquel Cristina, do The Brunnette’s Tofu, que nos abriu o seu grande coração e nos falou do livro que escreveu há uns anos numa daquelas fases negras que só queremos esconder e que, afinal de contas, só nos definem pela coragem e perseverança que reunimos para as ultrapassar.

Ouvir estas histórias (e tantas outras) fez-me acreditar ainda mais que é importante partilharmos as nossas vitórias, a nossa felicidade. Não só porque nos faz sentir bem, o termos alguém que fica tão feliz como nós por saber que fomos (e somos sempre) capazes, mas porque podemos estar a ajudar alguém a ganhar coragem para não se acomodar e perseguir a sua própria felicidade.

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Vânia Duarte do Lolly Taste | ph. Margarida Pestana

É preciso ver para lá da primeira impressão

Todos gostamos de dizer que não fazemos juízos de valor, muito menos com base só na primeira impressão, mas a verdade é que, na maior parte das vezes, construímos ideias de pessoas a partir de uma ínfima percentagem de informação. Por isso, a fantástica Guida, do Leves & Ausentes, pediu-nos para nos darmos realmente a conhecer e para tentarmos descobrir mais sobre quem nos rodeia, porque às vezes quem cozinha aqueles doces que nos deixam com água na boca é a mesma pessoa que se senta à secretária a tratar de ‘chatices de advogados’, como a surpreendente Lídia do L Cake. Aproveito, por isso, para pedir que escrevam sobre alguém que vos tenha surpreendido com uma identidade ou talento que desconheciam.

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As ‘nossas pessoas’ podem estar ao virar da esquina

Este ponto é muito especial para mim, porque eu sou uma pessoa de pessoas. Não sou nada de dizer que gosto mais de animais. Eu adoro pessoas (e acho que pessoas que têm animais são muito boas pessoas, porque à partida sabem desde muito cedo, antes de viverem a aventura da maternidade/paternidade, como partilhar, amar e proteger) e, portanto, acredito piamente que são as pessoas que fazem os sítios e as experiências que se lhes associam.

O Bloggers Camp deu-me a oportunidade de conhecer e rever mais de 40 pessoas incríveis e fez-me perceber que, se não tivesse embarcado na aventura, não ia ou ia demorar mais a encontrar ‘as minhas pessoas’. Quando digo ‘as minhas pessoas’ refiro-me àquelas pessoas que conhecemos e com quem criamos logo uma ligação que não conseguimos muito bem explicar, mas que queremos desenvolver e que dure assim, se poder ser, para sempre.

Não quero ser injusta com ninguém, mas é impossível não falar destas ‘minhas pessoas’ (as que conheci pessoalmente graças ao BC e não as que lá estavam mas já conhecia, atenção!). Da Sofia, que é uma drama queen e uma grammar nazi como eu; da Margarida, que não me deixou ser lamechas sozinha e cujo blogue irá ser um sucesso; da Jiji, que partilha comigo a paixão pelo teatro e que é ainda mais cool do que eu já imaginava; da Ana Paula, que é ainda mais tagarela que eu (o quê, como é que é possível?!) e que tem uma pedalada que nos dá vontade de conquistar o mundo; e da Joana Clara, que partilha o ‘ADN FCSH’ comigo e que é tudo de bom que se possa querer, tão leve e agradável (como a brisa de verão) que não há problema que sobreviva à sua companhia.

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Ser é sobretudo querer (e fazer por) ser

No sábado, durante o workshop de Personal Branding: como criar uma marca digital poderosa, com a Susana Rodrigues (Bless), sugeri que todos fizessem, quando fosse possível, um exercício que a minha mãe me ensinou quando eu era pequena que consiste em pensar, por exemplo, em que tipo de carro somos e no tipo de carro que gostaríamos de ser.

É um bom exercício porque é mais fácil de realizar, uma vez que a nossa percepção do que cada carro significa (segurança, adrenalina, elegância ou luxo, por exemplo) está mais consolidada do que a percepção que temos de nós próprios, que pode alterar-se consoante a fase em que nos encontramos na vida. Para que todos percebessem, expliquei: “eu acho que sou um smart, mas gostava de ser um todo-o-terreno.”

Na altura não esclareci o porquê, mas um smart é pequeno (a marca diz que é o carro ideal para a cidade) e é fácil de estacionar, porque é capaz de ocupar lugares que, para outros carros, não são suficientemente espaçosos. Embora não sejam de todo más premissas, não é um carro que dê para muitos passageiros nem para muita bagagem e, em ambientes hostis (como terrenos sinuosos), provavelmente não sobrevive. É óbvio o que me leva a querer ser um todo-o-terreno, certo?

No último dia, recebi um cartão com uma mensagem personalizada pela Sara Afonso, a diretora da Revista Calm. Comoveu-me saber que alguém que está na fila da frente de um projeto tão bonito e criativo acredita que eu já sou um todo-o-terreno. Senti aquela lágrima malandra a querer aparecer, confesso. Ao relembrar o fim de semana apercebi-me que, ao longo daqueles dois dias tão bons, recebi muitos elogios e me senti realmente capaz de enfrentar qualquer adversidade, porque foi esse o feedback que fizeram questão de me dar. Que posso não ocupar espaço, mas que sou capaz de o transformar, porque gosto de estar presente, de corpo e alma. Obrigada por transformarem o espaço (e o tempo) comigo.

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Fiquem com as lições da Andreia Moita, Catarina Alves de Sousa, Filipa Maia, Ana Monteiro, Natália Rodrigues, Joana Sousa, Vânia Duarte [em actualização]

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  • És uma querida. Adoooorei conhecer-te!

  • Gostei tanto de te conhecer, miúda! 😀
    “Ser é sobretudo querer (e fazer por) ser” é mesmo isto, Raquel! As vezes queremos tanto uma coisa, focamos tanto no objectivo e nem nos passa pela cabeça que agir é um dos primeiros passos. Temos de fazer, fazer muito e ao nosso jeito para ser 🙂

    E tu já és um todo-o-terreno, basta olharmos para a tua energia e vivacidade e o teu espírito forte e capaz de albergar este mundo e o outro de felicidade <3

    beijinhos*
    Mariana Monteiro publicou recentemente: SwellMy Profile

    • Raquel Dias da Silva

      Obrigada pelas palavras Mariana 🙂 Eu já conhecia o teu blogue e, apesar de não comentar (algo que tenho de mudar urgentemente), é um dos meus preferidos. Penso que soubeste logo desde o início expressar a tua voz e criar um cunho pessoal bastante forte.

      Beijinhos *

  • Finalmente consegui vir ler-te! Perdoa-me por ter demorado tanto tempo :p
    Foi tão bom conhecer-te e vir conhecer o teu cantinho! Espero que escrevas mais, okay? E temos de tratar do nosso cafézinho! 🙂

    • Raquel Dias da Silva

      Estás perdoada e prometo que vou começar a escrever mais. Quanto ao café, tenho a certeza que é para breve!

  • Bom chego ao fim deste post e penso : “uff, cheguei ao fim”… mais rica Ainda do que quando comecei a ler. Que maneira linda de escrever e transpor em palavras aquilo que forma os sentimentos mais bonitos que já pude presenciar num evento. Descreves te cada passo da melhor maneira e a mafia que se sentiu lá senti eu agora aqui, as repercussões e efeitos colaterais daquele que foi o evento do ano continuam tão presentes para mim que ainda nem consegui assimilar. Cada um de vocês me ensinou algo e apartir deste teu post sairá mais algum meu, porque mais uma vez me inspiras te! Tu foste uma das pessoas que me fez sair de lá rica! ♥️

    • Raquel Dias da Silva

      Oh Ana é tão bom ler um comentário destes, a sério. Deixaste-me de coração cheio. Mal posso esperar por ler o post que agora tens no forno. Fico muito feliz por te inspirar e espero que saibas que essa teu ser genuíno também me inspira. Um beijinho 🙂

  • Grata por mais um encontro! A ver se retornarmos à escrita não digital. Vamos a isso?
    Beijinhos,Lu

    • Raquel Dias da Silva

      Lúcia, mais que pronta! Podíamos começar já este verão 🙂

  • nem sei bem o que te dizer sabes? és daquelas pessoas que apetece abraçar, meter na mala e trazer para casa para te termos sempre aqui perto. és luz, és energia, és um verdadeiro amor.
    e ter-te visto chorar deixou-me de coração nas mãos, mas ao mesmo tempo mostrou-me efectivamente o poder que as palavras tem e aquilo que conseguimos fazer, quando o fazemos com amor. Tem sido incrível partilhar tantos momentos contigo e sem dúvida nenhuma que és o todo terreno que vou querer manter na minha vida por muitos e bons anos 🙂

    • Raquel Dias da Silva

      Vânia, tu és uma força da natureza e eu sinto-me mesmo muito sortuda por ter a oportunidade de te conhecer e de partilhar momentos tão bonitos, como o BC e o piquenique da Jay, contigo. Acho que encontraste a tua voz e agradeço do fundo do coração a tua coragem em partilhares tudo o que aprendeste e continuas a aprender. És uma inspiração 🙂

  • Raquel, que bonito texto e que bonita mensagem. Escreves de uma maneira deliciosa. E agora que te conheci consigo ouvir-te claramente a dizer isto o que significa que é de coração que o fazes. Beijinhos 🙂

    • Raquel Dias da Silva

      Obrigada pelo elogio, Andreia! Ainda tenho muito a dizer sobre o BC e sobre a energia festiva que por lá encontrei 😉 Beijinhos

  • Adorei cada gesto, cada palavra, cada sentimento. Adorei conhecer-te e adorei o facto de, em apenas 1 semana, já termos estado juntos outra vez. O meu post está no forno. Tanto para processar. Que se repita por bons e largos anos. Beijinho

    The Brunette’s TofuInstagram

  • Que lindo, Raquel! És uma fonte de inspiração, não tenhas dúvida! Adorei conhecer-te e ter o privilégio de conviver com essa tua luz! Vou estar a acompanhar-te de perto =)
    Filipa M. publicou recentemente: Ser estóico #2 – O significado das reaçõesMy Profile

    • Raquel Dias da Silva

      Obrigada Filipa, é muito bom ouvir palavras como as tuas! Eu também tenciono acompanhar-te (sobretudo nessa tua nova aventura do marketing digital) e era muito bom se tivéssemos todos a oportunidade de nos voltarmos a ver em breve. Um beijinho 😘

  • Gostei de ler, nota-se que foi um fim-de-semana especial. Talvez para o ano experimente o bloggers camp 🙂
    inês publicou recentemente: Uma manhã com Jane GoodallMy Profile

    • Raquel Dias da Silva

      Inês, espero que sim, é sempre bom conhecer novas caras e foi mesmo muito especial 🙂

  • Oh Raquel. Que bom que foi ler isto – e não imaginas como iluminaste o meu fim-de-semana! Como te disse, foste uma surpresa: isto de nós imaginarmos as pessoas pelo pouco que conhecemos delas online prega-nos umas partidas boas. És a mais querida bolinha de energia e doçura que descobri neste fim-de-semana! E foi tão, tão bom ter a tua lufada de ar fresco. Obrigada por teres vindo falar comigo, obrigada por teres entrado de vez na minha vida <3 e anda ao Porto, por favor! 🙂
    Joana Sousa publicou recentemente: Outfit | Keep it funMy Profile

    • Raquel Dias da Silva

      Oh Jiji, sinto tudo o que dizes! Gostei logo do teu à vontade e desse teu sotaque ‘radio material’! Sobre o Porto, fazemos assim: combinamos vires passar uns dias a Tavira (na minha humilde casinha) e eu vou passar uns dias aí 🙂