Verão, já estou preparada para uns meses de boa vida

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Estou finalmente de férias. Voltei a passar de trabalhadora-estudante para só estudante há cerca de pouco mais que duas semanas e já estou instalada na casa dos meus pais, no Algarve, para uns meses de boa vida. Por isso, é hora de escolher os essenciais deste verão e preparar-me para dias de praia em modo ‘deixem-me bronzear e ler este livro pela milésima vez’.

É verdade, todos os anos volto a reler o romance Jogos de Verão, de Mário Cordeiro. A edição que tenho já está, obviamente, um pouco mal tratada, de tão antiga e de tantos verões passados no areal. Não é propriamente uma obra prima da literatura, mas é uma história simples e que entretém. Para mim tornou-se uma tradição lê-lo na praia, umas quantas páginas por dia, durante uns dias, até voltar a chegar à última página.

Como estou no Algarve, praias não faltam e tenciono, para variar, bronzear-me decentemente. Não quero só passar de lula a pessoa com um aspecto saudável. Desta vez vou tentar fazer fotossíntese todos os dias, mesmo que tenha de ir sozinha. Além disso, até à praia de Tavira, que é conhecida como Ilha de Tavira, embora seja apenas parte de, são meia dúzia de metros e uma viagem de barco.

vista lateral do cais das Quatro Águas (onde podemos apanhar barco para a Ilha de Tavira)

Quando vou com os meus pais, ou mesmo ultimamente com os meus amigos, costumo ir à Praia do Barril, em Santa Luzia, que tem acesso a pé ou de comboio. Eu não gosto muito de andar, confesso, mas (a não ser quando vou com a minha família) lá tem de ser, porque não há dinheiro para tantas viagens.

De qualquer forma, é mais fácil escolher a praia do que nos prepararmos para ir, pelo menos para as mulheres. Os homens é só enfiarem uns calções e munirem-se da toalha e da carteira para poderem, eventualmente, comprar umas cervejas geladas. Nós, por outro lado, precisamos de meia a uma hora para decidir entre a panóplia de biquínis e fatos de banho que fazemos questões de acumular.

Eu confesso que até sou bastante prática e tinha, até há pouco tempo, apenas um biquíni preferido, que uma tia me trouxe do Brasil há uns anos. Mas entretanto meti na cabeça que tinha de, finalmente, comprar um fato-de-banho e, depois de andar à procura de modelos baratos em tudo o que é sítio, lá encontrei um na Zara, com um padrão tropical que faz mesmo lembrar o verão.

Estar em casa é isto.

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Pouco tempo depois de o receber, levei-o para o Algarve. O que aconteceu foi que, para além de nem sequer ter ido à praia, voltei para Lisboa sem ele. Acabei por voltar à Zara e comprar outro fato-de-banho (desta vez todo preto) para poder ir, finalmente, dar um mergulho, não na Ilha de Tavira, mas numa praia em Oeiras, que estava literalmente a abarrotar.

De qualquer forma, difícil é mesmo decidir que mala levar e garantir que não nos esquecemos de lá enfiar tudo o que, obviamente, vamos precisar. Eu cá costumo achar que o protector solar dá mais jeito em casa, mas é só porque sou distraída. É muito importante protegermos a nossa pele, sobretudo se são tão brancos como eu.

Depois, também não dispenso batom do cieiro. Gosto deles com sabor e um pouco de cor ou brilho. O batom que tenho é da marca Labello, que se pode encontrar no Continente. O meu por acaso até é o básico (soft rose), mas há com sabor a pêssego, a morango e a melancia, por exemplo.

Recentemente ando apaixonada pelas toalhas de praia da Futah, mas infelizmente custam ‘os olhos da cara’. Tinha de estar doente (ou ter ganho o Euromilhões) para dar 30€ por um tapete, mesmo que seja ultra-leve, ultra-absorvente e 100% algodão e essas promessas bonitas que nos fazem fraquejar perante a visão das cores e das franjas e do estilo que teríamos se nos deitássemos em cima de uma Futah no areal.

Portanto, tenho de me contentar com a capulana que uma prima me trouxe de Moçambique, onde esteve a fazer voluntariado há cerca de uns anos. Para quem não sabe, a capulana é um pano que é utilizado pelas mulheres moçambicanas para cingir o corpo, à volta do tronco ou da cintura, a fazer de saia, ou até no cabelo. Se quiserem adquirir uma, a Preta é a primeira loja exclusiva de capulanas em Lisboa (e é tão cara como a Futah, mas tem peças lindas).

Ora, sem dinheiro para toalhas da moda, tenho de me contentar com o básico. Chinelos, a minha capulana, o meu protetor solar (a precisar urgentemente de ser substituído), o meu mais recente porta moedas (com espaço para guardar dois cartões) da marca artesanal Love with Hands e, lá está, a minha leitura obrigatória de todos os verões. Também têm uma? Contem-me o que é que não pode faltar na vossa mala de praia.

  • Não conhecia o livro do Mário Cordeiro, mas gostei da tradição de leres o mesmo livro todos os Verões. Ainda por cima, a história é passada no Baleal onde vou tantas vezes 🙂

    • Raquel Dias da Silva

      Olá Inês 🙂

      Recomendo mesmo a leitura, sobretudo se conheces o Baleal. A personagem feminina principal chama-se Inês!