ACMA | Qual é o ingrediente que nunca pode faltar numa festa?

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Este mês volto a participar n’A Cultura Mora Aqui. Confesso que o tema me deixou em pânico. Quer dizer, há tanto a dizer sobre festas. Há as que demoram meses a planear e as que se realizam de forma espontânea, quando nos juntamos com a nossa família, amigos ou a outra metade da laranja* e decidimos celebrar o que quer que seja que nos apeteça no momento. Mas o que é que nunca falta? Comida, amigos, comida.

É verdade, é a minha parte favorita, não vou negar. Adoro comer e, quando não tenho de organizar a festa, o mais provável é ficar ansiosa pelos manjares grátis no horizonte. Quando tenho, o mais provável é desesperar por não saber cozinhar e ter de pensar em alternativas agradáveis às produções caseiras. Por isso, vamos pensar numa situação hipotética em que não sou a anfitriã, como no piquenique da Joana Clara, cujo bolo de aniversário, criado pela Mamuska, era tão fotogénico, que não resisti a fotografar.

A última festa a que fui, portanto, aconteceu no Jardim da Estrela para celebrar as 29 primaveras de uma andorinha que anda às cavalitas do vento. Para assoprar as velas, um bolo de limão com sementes de papoila, lemon curd e creme mascarpone.

Aproveito para fazer uma pausa no menu e declarar o meu amor por queijo e, embora goste mil vezes mais de queijo curado do que de mascarpone, fiquem a saber que podem comprar queijo mascarpone (250gr) no Continente por 2,39€. (Não, não estou a ser paga, mas devia e, claro, não têm de quê.) Por outro lado, se estão a pensar fazer um bolo com mascarpone, o melhor é arranjarem a receita. (Pois, com receitas já não vos posso ajudar.) 

Para fazer mascarpone se calhar não tem, mas sempre podem espreitar o Limited Edition, o blogue da Maria Joana, que conheci no Bloggers Camp. Ou o blogue do Casal Mistério, que comecei a ler há relativamente pouco tempo e me parece ter umas receitas muito interessantes.

Como é óbvio, a minha contribuição para a engorda não foi caseira. Comprei bolos de amêndoa e ovos moles na pastelaria do El Corte Inglès, que é basicamente a minha salvação sempre que preciso de adoçar bocas. Com selo de aprovação, prometo. Mas tenho de admitir que os doces e salgados, caseiros ou não, que os outros convidados levaram, tinham um aspecto delicioso, como o bolo de laranja com nozes da Vânia. Podem seguir a receita no Lolly Taste.

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Como podem imaginar, senti-me no paraíso. Não havia Nutella nem gomas (sou absolutamente viciada em gomas), mas havia piza, espetadas de fruta, queijo Castelão, frutos, queques, bolo de Oreos e um sem fim de outras opções.

Já existiu um tempo em que preferia salgados, mas agora sou definitivamente uma apaixonada por doces, embora ainda não saiba muito bem se tenho um favorito. Gosto muito daqueles bolos de chocolate molhados, que se derretem na boca. Comi um mesmo muito bom há pouco tempo no Pão Pão Queijo Queijo, em Belém.

Além disso, apesar de não saber cozinhar, adoro ajudar a minha mãe a fazer bolos e fico sempre com a tarefa de barrar a forma com manteiga, o que a minha mãe agradece porque, já que tem o trabalho quase todo, ao menos não tem de passar por aquela sensação estranha que é ter as mãos todas cheias de manteiga. Eu cá não me importo e já é uma tradição, sobretudo no natal. E vocês? Qual é o vosso doce preferido? Têm alguma tradição na cozinha?

Aproveitem para seguir a página d’A Cultura Mora Aqui e, caso queiram participar no projeto, basta enviarem um e-mail.

* No meu caso, a outra metade da manga, se não for incómodo, uma vez que é a minha fruta preferida.