Três é a conta que Deus fez

Nasci em Évora em 1995, fruto de um amor à primeira vista. Um barman de olhos azuis, estilo Brian Flanagan do filme Cocktail (1988), conquistou uma jovem rebelde, mas pouco afortunada, ao contrário da amorosa Jordan Mooney. Três meses de namoro e a minha mãe pediu o meu pai em casamento. Três anos depois cheguei à Terra. Três é mesmo a conta que Deus fez.

Atualmente vivo em Lisboa. Estou há três anos, a caminho do quarto, numa residência de estudantes a menos de 15 minutos a pé da fequeche, FCSH/NOVA para os outsiders. Licenciatura feita, Mestrado on going. Como o tempo passa rápido, penso frequentemente. Imagino que há uns instantes atrás era apenas uma estudante do secundário, frustrada com os problemas clichés da adolescência e o ritmo lento de uma cidade como Tavira.

É verdade, Évora nunca cheguei a conhecer. O Templo de Diana, que fica muito bem nas fotografias, e pouco mais. Ainda assim tenciono poupar-vos aos detalhes do meu carácter nómada. Cresci em Tavira, ponto. Fica no Algarve e, claro, só enche no verão. No resto do ano há o rio Gilão, os cadeados na Ponte Romana, a dar ares de internacional, e as melhores tostas que alguma vez comi. Destaque para o potencial em postais, não me posso esquecer.

Ao imaginar o sofá da casa dos meus pais, apercebo-me que sinto saudades desse conforto. Sinto o mesmo sempre que lá regresso. Mas é sempre assim nos bastidores. As cortinas fechadas, sem aquele silêncio constrangedor, podemos ser sem reservas. Ainda assim, confessamos, queremos é subir ao palco. E, se me permitem acrescentar, fugir dos irmãos mais novos.

O Daniel é o menino bonito do pedaço. Com pinta, inteligência e sentido de humor, nunca tentei competir sequer pelo afeto parental. Para além de que tenho noção que fui uma criança difícil. Sim, mãe, fui terrível, lamento. De qualquer forma, é do senso comum que os irmãos mais velhos têm de ser presunçosos, mandões e cometer todos os erros primeiro. Eu só cumpri o meu papel com distinção.

Hoje em dia sou uma irmã fixe. Irrito-me menos, perco tempo a seguir a veia artística do puto (que diz que vai ser ator) e até o levo a sair à noite. Nada mau para quem sofre bullying há 17 anos. Não faz mal, chegámos àquela parte que nos relembra que o que não nos mata torna-nos mais fortes. Razão pela qual consegui sobreviver aos dramas do ensino superior. Sim, não é só no high not so cool, caros leitores.

Divagações à parte, é suposto estar a apresentar-me, dar-me a conhecer e convidar-vos para subscreverem à confusão que é a minha mente. Se calhar é melhor resumir. Meek Sheep (ovelha mansa) é o significado do nome Raquel, que calha ser o meu. Comunicóloga por natureza, pretendo que este espaço seja uma extensão da minha personal brand, em inglês para soar mais chique. Coolture & Lifestyle, o que quer que isso signifique, os tópicos são os do menu e estão, certamente, em atualização permanente. Se forem curiosos, façam perguntas e talvez um dia tenha material suficiente para criar uma FAQ.

Novas publicações no mínimo uma vez por semana. As horas é quando a patroa quiser. Se algum dia falhar, deixem reclamação no livro. Mas não se esqueçam que o feedback é importante de qualquer forma, sobretudo se construtivo.

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